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segunda-feira, 12 de março de 2012

1

saudade!


A dor da saudade
Como dói a saudade, que ternos 
sentimentos atravessam nosso
 ser, nosso eu, sim nossa mente, 
existe quem diga alma, para mim 
é tudo num.
Quantas vezes a dor da saudade 
traz consigo uma doença arrasadora
 de tristeza; quantas vezes nos 
culpamos e vivemos com um 
remorso de que não temos culpa
 alguma, mas esse remorso
 mortifica-nos.
A saudade para mim é uma carga 
elétrica negativa, mas muito 
aguda, que nos assola depois de 
uma zanga quase sem haver razão.
Surge muitas vezes com uma 
promessa quebrada, ou muitas
 vezes de uma ausência por castigo,
 onde nós saímos os maiores castigados.
Muitas vezes acontece de alguém 
prometer de nos virem visitar, 
mas não aparecem assim, nós 
sofremos com a dor da saudade
 e com a decepção quase de raiva, 
verdade que é dura à dor da falta
 do amigo ou de um familiar aquém
 adoramos.
Dói tanto ao ver o fim duma amizade,
 ainda por cima estamos visualizando 
o extermínio de uma amizade por não
 compreender a falta.
O coração mais mole e tímido sofre
mais; eu creio que muitos de
 nós, já temos experiência dessa
 dor, causa!?… uma zanga 
com o namorado, promessa 
quebrada, um amigo aquém
 não notamos, mas estava no 
bar sozinho no canto duma 
mesa, talvez esperando por
 dez reis de conversa; muitas 
vezes acarreta desunião
 e as hipóteses de reconciliação 
são duras, porque tem de passar 
por discursam e por vezes mil 
desculpas, sem que haja culpas.
Quantas vezes recebemos em nossos
 genes a herança da honestidade, 
e dói tanto partir essa honestidade
 com afirmações menos honestas,
 quantas vezes geradas por interesses
 de negócios de quem a pessoa não 
está associada, mas não quer 
ferir um amigo influente na 
sociedade; são esses os corações
 de moleza e medo de perder 
ou ferir, ou mesmo medo das
 conseqüências.
Aí sofremos com a saudade de
 ver parti a verdade que era
 nossa maior herança, e a dor 
é enorme.
Nós aprendemos o grande valor
 de um sorriso, mas sabemos
 quanto dói se o forçarmos para 
combater a dor da saudade, pois
 bem sabemos que estamos
 enganando, e a falta de
 honestidade adoece nossa 
mente com tristeza.
Nós aprendemos a amar 
tudo que nos rodeia, e 
rodeou na nossa passagem 
pela vida, quero dizer das
 formas dos montes, das 
fontes das cores das flores,
 do verde dos campos das 
cascatas de água límpida 
caindo, ou até da flor da 
giesta ou do mato, para
 não dizer o cheiro da mimosa,
ou companheiros de escola,
ou ainda daquelas cerejas
 meios verdes que
 surrupiamos com os companheiros
 da cerejeira do campo vizinho, 
mesmo as calçadas que pisamos, 
tudo faz parte da dor da saudade, 
 e quantas vezes quando a dor é 
maior, lá vamos nós de visita, 
como pássaros por cima das 
nuvens; lá chegando, a nossa
 maior preocupação é ver se 
conseguimos amarrar a saudade
 ao sitio donde a trouxemos e com
 ela a dor que nos adoece a mente 
com tristeza.
Quando voltamos somos outra 
vez perseguidos e vergastados 
com a dor da saudade.
Agora é o falto das mãos que tantas
 vezes nos alisou o cabelo, nos 
limpou o nariz e nos cobriu de
 beijos, nos deu o ultimo bocado
 de pão, ficando a mastigar em seco.
Nesse tempo não conhecíamos a dor,
 adorávamos a voz que nos ensinava
 a respeitar a verdade, mas sabia ser
 dura perante nossos erros, mas seu 
peito servia para recostar nossa 
cabeça e ouvir chorar nossas perrices.
Assim muitas vezes na soleira da porta,
 ela nos abria seu coração e nos contava
 uma historia de fadas, nós 
terminando por adormecer num sonho
 de felicidade.
Quantas vezes nos cantava um poema
 de amor que só aquela voz 
que nos gerou compreendia o
 significado, mas esse poema tinha 
a força e meiguice de abrir o coração
 de mãe.
As saudades vêm daquela voz que
 nos ensinou os nomes dos rios, os
 nomes dos Países e suas capitais,
 que nos ensinou a rabiscar as 
primeiras letras, com elas o 
ensino da honestidade e dever 
  de homem. Sim e dos amigos
Essa saudade mora no pó 
 daquela cidade muda; daquela 
 gente que apenas caminha na 
 nossa mente; mas vive em 
 nós causando-nos a amarga dor,
 que vive na tristeza, e na dor da 
saudade.

Um comentário:

  1. Gostei muito Poetisa.A dor da saudade realmente corroe toda a nossa estrutura...Abraços.

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